Escute esse artigo
Tempo de leitura: 3 minutos

 

Inovação.
Substantivo feminino.
1 Ato ou efeito de inovar.
2 Tudo que é novidade; coisa nova

A inovação é uma constante no desenvolvimento humano, é a força motriz que impulsiona a sociedade ao longo dos anos para buscar o seu crescimento e aperfeiçoamento. Dentro desse conceito tão utilizado na atualidade e de gênero feminino, não cabe na construção desta palavra qualquer distinção de gênero, pessoa, raça ou orientação sexual!

Sabendo-se que o Dia Internacional da Mulher será no dia 8 e que essa data é um marco histórico para repensarmos o papel do feminino na sociedade, nada mais pertinente do que falarmos um pouco sobre as mulheres e a sua posição atual e histórica no mundo da inovação.

Inovação não é, necessariamente, a realização de uma transformação ou mudança tecnológica, mas também pode ser sinônimo de criar caminhos e estratégias diferentes, renovando ideias, processos, serviços e/ou produtos. A inovação não se prende a quaisquer critérios, ela somente se liga ao novo.

Mulheres em cargos de liderança, fomentando equipes e direcionando o espírito colaborativo ainda são exemplos de inovação e mudança de paradigma, apesar de historicamente existirem muitas mulheres atuando nos bastidores ou mesmo inovando sem receberem os devidos créditos. O Brasil ocupa a 10ª posição com mais empresas que têm mulheres líderes no mundo², entretanto, apenas 13% das empresas brasileiras tem como CEO uma mulher³.

Uma das icônicas premiações sobre o impacto das mais variadas inovações no mundo, o Prêmio Nobel é realizado desde 1901 e, até hoje, das 919 pessoas premiadas, apenas 53 são mulheres, cerca de 5,76% do total de ganhadores. Mas nem todas as inventoras e cientistas do mundo precisaram ser contempladas com o Nobel para impactarem o mundo.

Nettie Stevens, por exemplo, descobriu os famosos cromossomos X e Y, impulsionando o estudo da genética. Alice Ball, pioneira no tratamento da hanseníase, promoveu o único tratamento efetivo até a criação dos antibióticos. Hedy Lamarr, atriz e inventora, desenvolveu a ideia do “salto de frequência” responsável pela comunicação via wi-fi e bluetooth.

Em linha com esses nomes os novos estudos do MIT4 apontarem que equipes com mais mulheres tendem a apresentar maior inteligência coletiva5 e, por consequência, poderem inovar mais e agir coletivamente em prol do desenvolvimento social. No mesmo sentido temos as análise realizadas pela Harvard Business Review6 ao destacarem que uma efetiva participação feminina nas entidades pode aumentar consideravelmente o desenvolvimento dos negócios da empresa.

O número de mulheres ocupando cargos de liderança, se especializando, pesquisando e sendo conhecidas por suas habilidades vem aumentando nas últimas décadas, mas ainda não é o suficiente. Precisamos de mais exemplos de mulheres líderes, cientistas, empreendedoras, CEO’s e pesquisadoras. Precisamos de mulheres em todas as áreas e já passou da hora de todos nós levantarmos esta bandeira.

 

Autor:
Fernanda Galera e Luciano Da Fonseca
equipe do Daniel Lab, o laboratório de inovação
da Daniel Law

 

Compartilhe!