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Observando o papel da tecnologia da informação (TI), nota-se a importância de sua função de processamento e armazenamento de dados, bem como na comunicação entre pessoas e organizações, mantendo o mundo em pleno funcionamento. A tecnologia muda de acordo com as necessidades de cada um ao redor do globo. O surgimento do COVID-19 expõe nossa dependência relativa à conectividade, a capacidade de inovação e utilização da tecnologia a nosso favor.

O aumento do trabalho remoto (home office) para evitar aglomerações e a contaminação pelo COVID-19, impulsionou o uso de ferramentas on-line como Skype, Microsoft Teams, Zoom, 3CX, Google Hangouts e várias outras plataformas digitais que facilitam o trabalho e a comunicação entre colaboradores.

Além de ajudar na continuidade das atividades laborais, a utilização excessiva dessas ferramentas provocou um pico de uso não esperado, gerando desafios para essas plataformas digitais e os provedores de internet suportarem a demanda de acessos e, consequentemente, dando ainda mais relevância para o papel da área de TI. A Microsoft, por exemplo, registrou um aumento de 500% no uso da solução Teams para reuniões, chamadas e conferências na China desde o início do surto do vírus.

Na Daniel Advogados não foi diferente. Graças ao esforço da equipe de TI foi possível colocar todos os colaboradores atuando de forma remota. Apesar de existirem reclamações e a nossa rede apresentar, em alguns momentos, instabilidade, foi possível nos adaptarmos e migrarmos as nossas atividades para o ambiente digital. Pequenos passos e mudanças como essas são apenas o começo de uma transformação digital, visto que se trata de uma adaptação à nova sociedade da informação.

Em contrapartida, a pandemia afetou diretamente o mercado de componentes na área de TI. Praticamente o mundo inteiro depende da China para fornecer insumos para suas indústrias. E o Brasil não é diferente. Com a crise na China e sua cadeia de produção paralisada, foi quebrada a rede de fornecimento tecnológico global.

Antes de declarada a pandemia, a expectativa de crescimento para o mercado de tecnologia da informação no Brasil, alavancado pelo crescimento do mercado de nuvem e software, era de 5,8%. Ainda não sabemos as consequências econômicas da epidemia global, nem como a área de TI será afetada. De momento, parece que ela será expandida com esse crescimento e transformação das nossas rotinas para o ambiente digital.

Além da questão do trabalho remoto, não podemos esquecer de outras áreas das nossas vidas em que a tecnologia se mostrou essencial nas circunstâncias como as que estamos vivendo. São exemplos destas áreas os serviços de delivery de comida, educação à distância, eBanking e entretenimento. Estes pilares seguirão evoluindo para aperfeiçoar a experiência de consumo de seus usuários e suprir suas necessidades.

Porém, essa mudança não necessariamente se restringirá ao ambiente digital. Nota-se, por exemplo, o movimento de países que buscam não depender mais da China, projetando inovações em logística e no uso de outras tecnologias da informação como a rede 5G, inteligência artificial, robótica, impressora 3D, nuvem, entre outras. Transformando, assim, o atual modelo de globalização, abandonando a cadeia global dependente da mão-de-obra chinesa, e assumindo uma cadeia de empresas locais interligadas pela rede global digital de informações – a internet.

A transformação digital estará cada vez mais ocupando espaço nas nossas vidas. A ampliação da área de TI é recorrente e pode ser observada em nossa realidade com a substituição de antigos hábitos em meio ao COVID-19 e com a ampliação dos investimentos para o desenvolvimento de recursos tecnológicos cada vez mais modernos. Essas são as tendências que foram intensificadas. A questão que fica é, como você está se preparando para ela?

 

Autor:
Fernanda Galera e  Luciana Maciel
equipe do Daniel Lab, o laboratório de inovação 
da Daniel Law

 

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